estacionou o carro. tirou o saco cama
conhecia de cor aqueles caminhos e veredas.
tudo naquela zona estava pejado de histórias, até a casa do guarda florestal que se avistava de uma curva da estrada.
Huntske os olhos habituados ao escuro evitavam até o arame farpado que ainda sobrara da cerca da antiga casa, onde iria albergar-se.
Huntske- hoje precisava de ti mãe e mal sei quem tu foste.
sei que era a única órfã do colégio e que isso era mau. agora partiu a mulher que sabia de ti mas nunca disse. porquê mãe? porque é que ninguém fala de ti?
disseram que morreste mas nem o onde sei.
- não foi aqui, deixa isso menina, são coisas tristes. de que serve falar? não te chega o amor da tua avó?
habituei-me a não perguntar nada. a escutar só, na esperança de que os adultos entre si revelassem o segredo, mas não consegui nada. minto, houve uma frase dita por uma vizinha na loja de cortumes:
- não fosse aquele maldito e ainda aqui estaria na terra ao pé de nós. era linda. lembras-te? parecia um anjo...
a avó partiu sem me contar. não tinha esse direito!
não saio daqui sem te saber, mãe. prometo agora.
Dennis Pearson.acendeu a lanterna. atirou o saco-cama para o chão do quarto. deitou-se sobre ele mas, não adormeceu.
(continua)




5 Comentários:
(pássaro sem gripe nem costuma derrubar o céu, pois nele voa)
.... ora ora.... parece o livro da minha cabeceira ... esperar esperar... mas teimosamente vou esperar o resto...
porque estou a gostar...
eu tb. não saio daqui...sem saber o resto....
um bom domingo.
eu por agora não adormeço
...
li, ficarei a aguardar
...
:)
Beijos e boa semana.
cont. da leitura
:)
bjs
Post a Comment
<< Home