li marés há muitas: menos um nesta terra.

11/26/2006

menos um nesta terra.

Mário Cesariny



É preciso dizer rosa em vez de dizer ideia
é preciso dizer azul em vez de dizer pantera
é preciso dizer febre em vez de dizer inocência
é preciso dizer o mundo em vez de dizer um homem

É preciso dizer candelabro em vez de dizer arcano
é preciso dizer Para Sempre em vez de dizer Agora
é preciso dizer O Dia em vez de dizer Um Ano
é preciso dizer Maria em vez de dizer aurora


de Manual de Prestidigitação, Assírio e Alvim

.....................

a gente já se encontra. ou não. RIP

3 Comentários:

Blogger AGLOCO diz

Lê sobre o próximo grande BOOOM da Internet, no meu blog!

E se tiveres de acordo, associa-te.

Fica bem!

1:28 AM  
Blogger linfoma_a-escrota diz

Quero uma indumentária heróica de viagra
que esvoace imbecil até ao famoso noivado
entre o basalto extinto do orgulho pessoal,
que o profético nú berbere me atinja arrepiado
com manchas bronzeadas pela fera temporal,
perigosamente fervilhante é manter a essência
altiva por entre éticas erupções da oposição.

Quero prever as imparidades dos dados,
contar as cartas servidas pelos profissionais
que descartam ágatas a elefantes viciados
em perder por azar, despedir-me da vitória e
desiludir meu parceiro, fundido com a concorrência
que me descaracteriza, vasculhando nos alpendres
esforçados por sofrer sozinhos, suas baças brumas.

Quero extravasar o pedante silêncio da precaução
psicoactivando o corpo passivo de raiva, contra
o eco do horizonte convergem doces gases herméticos,
agrupam-se raptados pelas cordilheiras sobrepostas
e escondem-se do que só sabem não existir, mares que
nos separam da fantástica Saigão violentada a napalm,
bebem com guelras e sobrevivem em lanchas de pic-nic.


Quero a paresia das penas brancas, bolotas
aninhadas num seio de palha e movimento
afogueado pela marginalidade das estreias,
baloiçando na caspa que a areia da Basileia levanta
ao olharmos para o preto ópio, anuncia-se
um julgamento concreto, ofuscando a gota
que nos fundirá em oferecidos duetos afinados.

Queria era que um desastre anémico
despertasse todas as igrejas, aeroportos,
mesquitas, budas, sem-abrigo, embaixadas,
vigaristas, exércitos, comerciantes, terroristas,
e ditadores nenucos se conjugassem na prática do
desenvolvimento sustentável da escassez básica,
replantados num primitivismo tecnológico que
escuta toda a gente sem vigiar ou intrometer,
nem ninguém julgar vilões consoante padrões
com que só espertalhões podem automatizados
duvidar, argumentam novas retóricas paracetamol,
pois nas grutas apedrejavam-se agendas e riqueza:
caça-se, fode-se, come-se, canta-se, dorme-se
em sintonia desvairada com a bandeja de lianas
e fica para amanhã outro ícaro da coligação
à irmandade que tudo fez por si mesma
quando aprendeu a desligar a electricidade.


in QUIMICOTERAPIA 2004



www.motoratasdemarte.blogspot.com

7:32 AM  
Blogger Isabel diz

Não vou deixar comentário porque, hoje, nada flui.
Mas, vou desejar-te, uma óptima semana.

Bjt

1:57 AM  

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